Era uma vez um homem e uma mulher, pessoas simples e sensíveis. O homem abalou para a serra à procura da carqueija, que conhecia de miúdo, e encontrou o aroma ideal para o arroz que ela tão bem cozinhava. As panelas começaram, então, numa dança sem fim, umas vezes valsa, outras tango, mas sempre com ritmo certo. A mulher f**a e o homem percorre, qual descobridor, as terras do seu país, onde sabia
existirem outras mãos carregadas de tesouros, que não se chamavam joias, mas receitas. Todas elas, recolheram às panelas e tachos, sempre bem alinhados, no fogão a lenha. As abelhas gulosas vieram em enxame. Milhares de pessoas poliram ainda mais as pedras da calçada do Hilário. Gastronomia perfumada de fado! Troféus alindaram paredes e tectos. As mãos de oiro tomaram corpo, um corpo de Senhora, de rosto calmo, cativante. Silenciosa, qual abelha obreira, vai percorrendo, quase a medo, os favos do seu Cortiço. A força de um homem e de uma mulher sábios, mantêm, desenvolvem e criam... o Cortiço. Junte-se a nós, partilhe, desfrute, saboreie, a melhor experiência de gastronomia e tradição desta cidade maravilhosa... Viseu.