A Casa do Peixe - Setúbal

A Casa do Peixe - Setúbal Boa disposição, Peixe sempre Fresquinho, Petiscos Típicos, Mariscos de Época. Espaço acolhedor com um jardim no centro da cidade. Música ao Vivo.
(410)

Abriu no dia das mentiras um recanto dos sonhos na realidade do betão da cidade. Um jardim maravilhoso - o nosso Éden - que permite ao cliente apreciar as suas refeições em perfeita harmonia com a Natureza. Um serviço de qualidade , bom gosto e simpatia. Todos os dias peixe fresco da costa e vinho da região. O Restaurante tem durante todo o ano várias actividades culturais como concertos de música

ao vivo, teatro , exposições de fotografia , pintura e escultura , noites de fado vadio entre muitas outras actividades. "pet frendly"��

ANIVERSÁRIOS // GRUPOS // PREÇOS ESPECIAIS

Ainda existem lugares assim, lugares com ALMA.Gratidão, pena o resultado 1-1🐧🫂
18/06/2026

Ainda existem lugares assim, lugares com ALMA.
Gratidão, pena o resultado 1-1🐧🫂

Ainda existem lugares assim,lugares de amigos ,lugares com ALMA 🫂🐧
18/06/2026

Ainda existem lugares assim,lugares de amigos ,lugares com ALMA 🫂🐧

Ainda existem lugares assim, lugares com memória, lugares com ALMA 🫂🐧
18/06/2026

Ainda existem lugares assim, lugares com memória, lugares com ALMA 🫂🐧

16/06/2026

Após a estreia do Irão no Mundial'2026, Mehdi Taremi, ex-FC Porto e Rio Ave, revelou que a sua seleção foi ordenada a deixar os Estados Unidos poucos minutos depois do apito final do jogo

Ainda existem lugares assim.🐧🫂
16/06/2026

Ainda existem lugares assim.🐧🫂

Porque hoje não é sábado, acorda cedo.O que eu gostaria de vos dizer Setubalenses."Prisioneiros na nossa própria cidade....
16/06/2026

Porque hoje não é sábado, acorda cedo.
O que eu gostaria de vos dizer Setubalenses.
"Prisioneiros na nossa própria cidade."

É assim que cada vez mais setubalenses se sentem.
Não porque existam muros visíveis ou guardas nas esquinas - ainda, mas porque, lentamente, lhes estão a retirar o direito de pertencer ao lugar onde nasceram, cresceram e trabalharam.
A cidade continua a ter o mesmo nome, as mesmas ruas e a mesma paisagem. Mas já não é a mesma cidade.
As cancelas erguem-se. Os acessos limitam-se. Os custos aumentam.
As decisões são tomadas sem o povo e quase sempre contra os interesses do povo. Em nome da modernidade, da sustentabilidade e do progresso, constrói-se uma cidade onde o setubalense é tolerado, mas deixa de ser prioritário.
A Arrábida deixa de ser um bem comum para se transformar num privilégio. A frente ribeirinha deixa de ser um espaço vivido para se tornar um espaço explorado. O território é valorizado, mas os seus habitantes são desvalorizados.
Chamam-lhe desenvolvimento.
Mas desenvolvimento que afasta as pessoas da sua terra não é desenvolvimento. É substituição.
Já destruíram grande parte da pesca, que durante gerações alimentou famílias e moldou a identidade da cidade. Deixaram definhar o comércio tradicional, que dava vida às ruas e criava relações humanas. Empurraram a restauração familiar para uma luta diária pela sobrevivência. Em troca oferecem empregos precários, salários insuficientes e uma economia dependente de interesses que não cria raízes nem compromisso com a comunidade.
Uma cidade que perde os seus pescadores, os seus comerciantes, os seus trabalhadores e os seus jovens não está a evoluir. Está a ser esvaziada.
E o mais grave é que tudo isto acontece com o consentimento resignado de quem foi convencido de que não existe alternativa.
Fizeram-nos acreditar que devemos agradecer aquilo que nos retiram. Que devemos celebrar cada nova limitação como se fosse uma conquista. Que devemos aceitar ser estrangeiros na nossa própria terra em nome de um futuro que nunca chega para nós ,os mesmos de sempre.
O que assistimos não é apenas uma transformação urbana. É a erosão lenta da identidade de uma região e de um povo que sempre viveu do mar, da serra, do trabalho e da proximidade humana.O povo tem direito ao que é do povo.
E os setubalenses têm direito à sua cidade, ao seu mar, à sua serra, à sua história e ao seu futuro.
Tudo o resto são palavras bonitas para esconder uma realidade simples: uma terra sem o seu povo é apenas um negócio.
Quando o capitalismo criou a classe média, fê-lo para lhe dar a ilusão de ascensão. Continuas dependente, continuas vulnerável, mas agora podes sonhar que és rico enquanto perdes aquilo que realmente te pertencia.
Uma cidade sem os seus habitantes deixa de ser cidade. Torna-se produto.
O povo tem direito ao que é do povo.
E os setubalenses têm direito à sua terra, à sua história, à sua identidade e ao futuro que ajudaram a construir.
-O medo de seres livre provoca o orgulho em seres escravo.
É essa a maior vitória de qualquer sistema de poder: quando o povo deixa de lutar pelo que é seu e passa a defender as correntes que o prendem.
Setúbal não precisa de mais festas para esquecer os seus problemas. Precisa de consciência, coragem e exigência. Precisa de cidadãos e não de espectadores. Precisa de recuperar a memória de quem somos e a determinação de decidir o que queremos ser.
Porque uma cidade não é o valor do metro quadrado. Não é o número de turistas. Não é a quantidade de eventos ou de campanhas publicitárias.
Uma cidade é o seu povo.
E quando o povo deixa de conseguir viver dignamente na sua terra, não estamos perante progresso. Estamos perante uma forma moderna de expulsão.
O povo tem direito ao que é do povo.
E os setubalenses têm direito à sua cidade, ao seu mar, à sua serra, à sua história e ao seu futuro.
Tudo o resto são palavras bonitas para esconder uma realidade simples: uma terra sem o seu povo é apenas um negócio.
Um povo sem território deixa de decidir o seu destino. Um povo sem identidade deixa de saber por que razão o deve defender.
É isso que ameaça Setúbal.
A perda não acontece de um dia para o outro. Não chega com tanques nem com bandeiras estrangeiras. Chega disfarçada de progresso, de inevitabilidade e de modernidade. Chega quando o território deixa de servir quem nele vive para passar a servir quem nele investe.
Chega quando o valor da terra passa a valer mais do que o valor das pessoas.
A identidade setubalense não nasceu em gabinetes, nem em campanhas de marketing ,- nasceu do rio, do mar, da serra, das fábricas, dos pescadores, dos operários, dos comerciantes e de gerações que construíram uma comunidade com carácter próprio. Uma identidade feita de trabalho, solidariedade, resistência e orgulho.
Mas um povo perde a sua identidade quando deixa de reconhecer a sua cidade. Quando os filhos de Setúbal já não conseguem viver em Setúbal. Quando a frente ribeirinha deixa de pertencer ao povo. Quando a Arrábida se torna um privilégio em vez de um património comum. Quando as decisões sobre o território são tomadas longe das suas gentes e contra os seus interesses.
A verdadeira soberania não é apenas a de um país. É também a capacidade de uma comunidade decidir o seu futuro. E essa soberania local está a ser esvaziada. Aos poucos, os setubalenses são transformados em espectadores da transformação da sua própria terra. Veem as decisões serem tomadas, os espaços serem vendidos, os acessos limitados e o custo de vida aumentar, enquanto lhes pedem compreensão e paciência.
Um território sem os seus habitantes torna-se apenas um cenário. Uma cidade sem identidade torna-se apenas um produto. E um povo que abdica da sua voz acaba por viver na terra dos seus pais como um estranho.
O maior perigo não é perdermos Setúbal. O maior perigo é habituarmo-nos a perdê-la. É aceitarmos como normal aquilo que ontem consideraríamos inaceitável. É confundirmos resignação com paz e silêncio com concordância.
Porque o medo de ser livre muitas vezes leva-nos a aceitar a condição de servos. E há um momento em que o orgulho de pertencer a uma terra tem de ser maior do que o conforto de assistir à sua entrega.
Setúbal não precisa apenas de festas, eventos ou promessas. Precisa de memória, coragem e vontade coletiva. Precisa de pessoas dispostas a defender o direito de viver, trabalhar, caminhar e sonhar na sua própria terra.
Porque uma cidade perde-se primeiro na alma. E só depois nos mapas.
Abraços do tamanho do mar 🐧

15/06/2026
14/06/2026

Tinha 17 anos quando, às cinco e meia da manhã de um dia de verão, se montou na bicicleta e rumou à Rádio Azul.

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Setúbal
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