Faça a viagem da sua vida...Até jáaaaa...
Motor Tesla/GE – Travões Westinghouse. Versão Turística c/10 janelas. Carroçaria Kuhlman (Ohio) & Carris (PT)
Nº 332 – Carreira Carris 15B & 15C (Algés – Dafundo – Cruz Quebrada)
17 Toneladas de História – 90 Anos de Serviço (1906-1996)
Em 1872 nasce a Cª Carris de Ferro com Tramways puxados por cavalos com linhas desde o Cais do Sodré ao Dafundo. Estes pobres animais e os intrépidos passageiros foram os pioneiros da democratização das praias Lusitanas com o Veraneio: hábito terapêutico de “ir a banhos”.
1889, em Paris apertavam-se os últimos parafusos da Torre Eiffel e em Lisboa a Cª Ferroviária CP marcava uma nova era com o comboio a v***r de “Alta Velocidade” entre Pedrouços e Cascais, aterrorizando os pescadores mas deslumbrando os contemporâneos mais futuristas.
Em 1900 a Carris construía A Geradora, central eléctrica a carvão que iria fornecer a energia da futura rede aérea “os cabos do Diabo” e em 1901 inaugura-se a 1ª linha de eléctricos, dando assim origem à nobre linhagem de “penduras” Lisboetas.
Enquanto em 1905 os Tramways “cavalares” eram retirados, este nosso eléctrico Nº332 atravessava destemidamente o Atlântico Norte num cargueiro a v***r da White Star Line, a companhia que iria perder o Titanic em 1912…
A épica conquista das praias “inter-classistas” da Linha já tinha terminado quando em 1940 a estrada Marginal é inaugurada e o motor a combustão começa a impor-se sobre o motor eléctrico.
O próximo desafio ainda seria a conquista das ondas empreendida pelos primeiros Surfistas dos 70’s e 80’s considerados Freaks na altura...
Em 1959 com a finalização do Metropolitano os eléctricos começam a tornar-se mais raros mas o heroico Nº 332 trabalhou 90 anos, testemunhando a Monarquia e a sua queda, a Républica, o Estado Novo, o 25 de Abril, a CEE e a UE, fazendo a sua última viagem em 1996.
Em 2013 este veterano da revolução industrial já se encontrava em avançado estado de degradação e com vista a preservar este património museológico de forma mais interactiva, a Câmara Municipal de Oeiras aprovou a proposta da Cª de Teatro Custom Circus para salvar este eléctrico secular.
Sendo que todo o processo foi financiado e efectuado pelos membros da troupe: Transportes especiais, restauro e construção deste apeadeiro existencialista para que mais gerações possam fazer parte da longa e espectacular história do Nº 332.