08/05/2026
No peito da videira, o sol sangra em desejo escuro,
cachos pesados de paixão, negros como noite apaixonada.
Cada bago lateja, inchado de segredos e de verão,
guardando o beijo da terra, a chuva e o fogo que consome.
Quando a boca os toca, o mundo explode em doce delírio —
um vinho vivo, quente, que escorre na alma como amor proibido,
e deixa o coração embriagado, tremendo,
sedento por mais.