17/08/2026
Será que o “efeito Mounjaro” também chegou aos eventos?
Não estamos a falar de medicamentos.
Estamos a falar de uma coisa que, enquanto profissionais de catering, começamos a notar: a relação das pessoas com a comida está a mudar.
Durante muito tempo, fazer contas para um evento parecia simples.
Mais pessoas → mais comida.
E, por segurança, acrescentava-se sempre mais um bocadinho.
Porque pior do que sobrar era faltar.
Mas será que ainda faz sentido pensar assim?
Hoje há convidados que comem menos.
Que escolhem melhor.
Que não querem provar tudo.
Que estão mais atentos às quantidades e aos excessos.
E isto muda a forma como pensamos uma mesa.
Porque o número de pessoas, sozinho, já não chega para fazer as contas.
Um cocktail para 50 pessoas não tem o mesmo ritmo.
Nem o mesmo consumo.
Nem as mesmas necessidades de um lanche-ajantarado para 50.
É preciso olhar para o evento como um todo:
o horário,
a duração,
o perfil dos convidados,
o formato do serviço,
a variedade do menu
e, claro, o ritmo a que a comida vai sendo consumida.
É aqui que entra aquilo que, para nós, faz toda a diferença: EXPERIÊNCIA.
Saber o que colocar.
Quanto colocar.
Quando repor.
E, sobretudo, quando não é preciso colocar mais.
Porque servir bem não é ter uma mesa cheia até ao fim.
É ter uma mesa bonita, generosa, equilibrada e pensada para aquele momento.
E se conseguirmos fazer isso sem desperdício, melhor ainda.
Na Que Suspiro, acreditamos que o novo luxo não está no excesso.
Está no Cuidado.
E talvez seja isso que torna uma mesa verdadeiramente memorável.
Concordas?
Quando vais a um evento, preferes variedade em abundância ou uma seleção mais cuidada?