26/09/2026
🄰🄾 🅅🄸🅅🄾 🄽🄰 🄻🄸🅅🅁🄰🅁🄸🄰 T1E26 | GRANDE DEBATE
𝗦é𝗿𝗴𝗶𝗼 Á𝘃𝗶𝗹𝗮 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗱í𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗽ú𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮, 𝗼 𝗱é𝗳𝗶𝗰𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟳 𝗮𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿á
*Ex-vice-presidente do Governo Regional faz uma pausa no voto de silêncio sobre as finanças regionais para accionar os alarmes sobre o estado das contas dos Açores. Tomaz Dentinho – muito crítico da partida da Ryanair –, António Lima e Pedro Ferreira dizem-se igualmente preocupados*
Sérgio Ávila alertou esta sexta-feira para a extrema vulnerabilidade das finanças açorianas perante a evolução da conjuntura internacional, e nomeadamente tendo em conta as eventuais dificuldades da República Portuguesa em financiar-se para a socorrer. Numa rara intervenção sobre as contas da Região, e que garantiu constituir um intervalo único no voto de silêncio que tem vindo a cumprir sobre o tema, o antigo vice-presidente do Governo Regional dos Açores não previu um resgate a curto prazo, uma vez que o stock da dívida açoriana ainda está pouco acima dos 60% do PIB, mas alertou para o facto de o montante ter duplicado nos últimos seis anos, nomeadamente à custa de um défice estrutural que em 2025 já ultrapassou os 300 milhões de euros e sobre o qual vão impender, em 2027, novos e graves factores de pressão.
O debate decorreu na livraria LAR DOCE LIVRO, em Angra do Heroísmo, e juntou a Sérgio Ávila, sob a moderação do escritor e jornalista Joel Neto, Tomaz Dentinho, professor reformado da Universidade dos Açores e ainda não há muitos anos candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa pelo PPM, partido que integra a coligação no poder nos Açores; António Lima, deputado e coordenador regional do Bloco de Esquerda; Pedro Ferreira, presidente do Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, e que já na presente legislatura passou também pelo Parlamento Regional como deputado.
Dentinho, que ainda recentemente apresentou um estudo segundo o qual a descontinuação das carreiras aéreas da Ryanair entre o continente e as ilhas (um erro colossal da Região, vincou repetidamente) vai custar à economia regional milhões de euros e milhares de postos de trabalho, não desdenhou dos argumentos apresentados por Sérgio Ávila, mas sublinhou que o problema também está do lado do PIB, não apenas da despesa, e que os Açores, “podendo ser ricos, estão em risco de ficar muito mais pobres”. Já António Lima, que não quis “fazer futurologia”, garante que a cada solavanco os Açores se afastam ainda mais dos objectivos da justiça social, da redistribuição de riqueza e do elevador social. E Pedro Ferreira, que pediu uma “mudança profunda na cultura” regional, em especial no que diz respeito ao endividamento e ao papel do Estado, perguntou-se se na verdade o resgate não está já em curso há pelo menos dois anos, nomeadamente com recurso ao expediente das remessas da República.
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𝗦é𝗿𝗴𝗶𝗼 Á𝘃𝗶𝗹𝗮 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗱í𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗽ú𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮, 𝗼 𝗱é𝗳𝗶𝗰𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳...