22/08/2026
Hoje me despeço do meu pai, Edgard Bressani.
Um homem que começou a trabalhar ainda muito jovem no campo e que, aos 26 anos, já era gerente de uma usina. Inteligente, sério, observador e incansável, construiu sua trajetória com trabalho, honestidade e uma enorme vontade de aprender.
Mas sua maior obra não foram as usinas que ajudou a construir ou transformar.
Fomos nós.
Ao lado de minha mãe, Nadyr, fez da família sua prioridade. Trabalhou para que nada nos faltasse e, principalmente, para que tivéssemos educação e oportunidades. Se queríamos aprender, conhecer ou sonhar, eles encontravam uma maneira de abrir a porta.
Muito do que somos e muitos dos sonhos que realizamos nasceram do seu esforço.
Meu pai também conheceu a dor. Perdeu um filho, Elizandro, e carregou essa ausência em silêncio durante toda a vida. Hoje gosto de pensar que talvez tenha chegado a hora do reencontro.
Nos últimos meses, tivemos o privilégio de estar ainda mais próximos. Cuidamos, conversamos, lembramos, choramos e aprendemos uma última e difícil lição: desapegar também é um ato de amor.
Por isso, hoje tento não prendê-lo à nossa tristeza.
Quero soltá-lo com gratidão.
Que seu corpo, depois de uma vida inteira de trabalho, finalmente descanse. Que sua alma siga leve. E que aqueles que partiram antes — seus pais Tibério e Olívia, sua irmã Neusa e seu filho Elizandro — estejam esperando por você.
Olhe por nós, papai. Pela mamãe, por Carlos, Felipe, Thais, Teresa, Clarice e por toda essa família que você ajudou a construir.
Você continuará em nossas histórias, em nossos gestos, em nossos valores e em cada conquista que só foi possível porque um dia trabalhou para que seus filhos pudessem sonhar.
Soltamos suas velas, papai.
Agora deixe o vento levá-lo.
Com uma saudade que será imensa e uma gratidão ainda maior pelo privilégio de termos sido seus filhos.
Edgard Bressani
03/01/1937 — 22/08/2026 🖤
Para sempre em nós.
Até um dia, pai.
Muito obrigado por tudo.