10/08/2025
Na última sexta-feira, encerrando mais uma semana de correria entre casa, filhos e trabalho, eu estava no consultório do neuropediatra para a consulta mensal do meu caçula. Enquanto aguardávamos, o celular tocou: era minha filha, chorando, dizendo que havia machucado o joelho durante o treino de vôlei e que precisava que eu fosse buscá-la.
Naquele instante, senti como se estivesse sendo dividida ao meio. Mas a maternidade tem esse poder de nos revelar forças que nem imaginávamos ter. Corri até a recepcionista e pedi para que guardasse o lugar do meu filho na fila, explicando que voltaria em poucos minutos. Com muita gentileza, ela disse que poderia até cuidar dele enquanto eu ia buscar minha filha — e assim fiz.
Entre a clínica e a escola, foram apenas dois minutos. Ao chegar, encontrei minha menina aos prantos, sem conseguir andar. Gelei. Felizmente, seus colegas a ajudaram a chegar até o carro. Voltei rapidamente para a clínica e, graças a Deus, assim que cheguei, meu filho foi chamado para o atendimento.
E foi nesse momento que, durante a consulta, o jovem médico que nos acompanha na jornada do TDAH disse algo que me marcou profundamente:
“Pai que só quer ficar com a parte boa da paternidade não é pai… é avô.”
Ele continuou:
“O pai que só quer férias, passeios, feriados e finais de semana… não é pai, é avô.”
E eu acrescentaria: o pai — e a mãe — que fogem das responsabilidades financeiras, das decisões importantes, do acompanhamento escolar e da educação no dia a dia… também não estão exercendo de fato a paternidade ou maternidade.
Porque ser pai e ser mãe é muito mais do que amar: é prover, é ensinar valores, é orientar nos estudos, é cuidar da saúde física e emocional. É estar presente também nas dores, nos imprevistos e nas noites difíceis. É assumir o todo, não apenas a parte boa. 💛