14/04/2026
LÁ VAI MEU PAI... isso é lindo de assistir.
Lá vai meu pai, deslizando nas águas tranquilas, na canoa que ele mesmo fez com tanto carinho. Ele é um dos poucos que ainda mantém viva a cultura da canoa aqui na ilha de Arapiranga, uma tradição que tá se perdendo. Cada remada dele é um jeito de mostrar que, mesmo com a idade, a vontade de viver e explorar ainda tá firme, sentindo o vento no rosto e a liberdade que só o rio dá.
Ele sempre falou das técnicas que aprendeu... e foi repassando tudo para nós. Tenho um irmão que, assim como ele, também se dedica a construir embarcações. Herdou esse saber do meu pai, outros na construção de casas de madeira, outros na pescaria e eu, por outro lado, herdei o amor pelo cacau da minha mãe. Cada um de nós carrega um pedacinho da nossa história, e isso é o que nos une.
Enquanto meu pai rema, é como se estivesse ligando o presente ao passado, passando adiante tudo que aprendeu. Ele me ensina a importância de preservar essas tradições, de respeitar a natureza e valorizar nossas raízes. Ver ele remando com tanta garra me enche de orgulho e me lembra que, independente do tempo, nunca devemos deixar de lado o que nos faz sentir vivos.
A cultura da canoa é mais do que um jeito de navegar; é uma forma de contar histórias e compartilhar saberes. Meu pai é um verdadeiro guardião desse legado, e cada vez que ele desliza pelas águas, não tá só navegando, mas mantendo viva uma tradição que merece ser celebrada. E assim, seguimos juntos, cada um com sua história, mas todos conectados por esse amor pelas nossas raízes.