05/08/2026
Relatório e Contas de 2025 reforça a necessidade de transparência e de envolvimento dos trabalhadores nas soluções para a empresa.
Trabalhadores da Estoril Sol (III) não são parte do problema. São parte da solução!
Após sucessivos adiamentos, ultrapassando largamente todos os prazos legalmente previstos, foi finalmente tornado público o Relatório e Contas de 2025 da Estoril Sol (III). Os dados agora conhecidos suscitam sérias preocupações quanto ao futuro da concessão e à manutenção dos postos de trabalho.
O relatório evidencia um prejuízo de 17,9 milhões de euros, agravando significativamente os 4,8 milhões de euros registados em 2024.
Revela ainda uma necessidade de reforço dos capitais próprios em cerca de 35 milhões de euros, para cumprimento das exigências da Lei do Jogo, e o reconhecimento de imparidades no valor de 13,2 milhões de euros.
Apesar deste quadro preocupante, a empresa afirma publicamente dispor de recursos suficientes para assegurar a continuidade da concessão.
Se assim é, e ainda bem que o é, então tem o dever de informar os trabalhadores sobre as medidas que pretende adotar para garantir a estabilidade da empresa, a manutenção da concessão e a salvaguarda dos postos de trabalho.
Perante o alarme e a incerteza que esta situação inevitavelmente provoca, a Administração deve reunir, com carácter de urgência, com as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT's), prestar todos os esclarecimentos e discutir as soluções que pretende implementar.
A viabilidade da empresa não pode ser feita à custa dos trabalhadores!
O Relatório de Contas prevê a constituição de uma provisão de 3,3 milhões de euros destinada a uma reestruturação com redução permanente dos custos operacionais, sem explicação do processo.
Estamos perante um processo que poderá conduzir a um despedimento coletivo?
Uma reorganização de serviços?
A eliminação de estruturas redundantes? Ou apenas uma racionalização de processos?
A empresa tem a obrigação de esclarecer os trabalhadores!
Os trabalhadores têm o direito de conhecer as respostas e exigem participar, através das suas ORT's, na definição e acompanhamento de qualquer processo de reestruturação.
A empresa não pode continuar a alimentar a incerteza através do silêncio.
As ORT's reafirmam que qualquer processo de recuperação da empresa não pode pôr em causa os postos de trabalho, nem os direitos e rendimentos atuais/futuros dos trabalhadores.
O Governo, o Secretário de Estado do Turismo e o SRIJ têm de intervir!
Perante a gravidade da situação, o Governo, através do Secretário de Estado do Turismo, e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) não podem permanecer em silêncio. Assim, e perante o silêncio ensurdecedor da empresa e das entidades públicas competentes, as ORT's intensificaram a sua intervenção institucional.
Para além da reunião já agendada para 10 de Setembro, na DGERT/Ministério do Trabalho, com a presença da empresa, está igualmente marcada uma reunião com o Secretário de Estado do Turismo, no próximo dia 16 de Agosto, aguardando-se ainda o agendamento da reunião requerida ao Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos (SRIJ).
As ORT's defendem a manutenção da concessão e exigem ao Governo uma avaliação do actual caderno de encargos, bem como a adopção das alterações que se revelem necessárias para assegurar a viabilidade da concessão, salvaguardar os postos de trabalho e garantir todos os direitos conquistados pelos trabalhadores.
No dia 6 de Agosto, realiza-se um plenário/concentração para denunciar o silêncio da empresa e manifestar a preocupação dos trabalhadores perante a actual situação.
PLENÁRIO GERAL DE TRABALHADORES / CONCENTRAÇÃO 6 DE AGOSTO, ÀS 12H00, JUNTO À ENTRADA DE SERVIÇO DO CASINO DO ESTORIL
PARTICIPA!