26/02/2023
Ele nasceu no ano em que o Brasil voltou a experimentar a sensação de escolher seu futuro através do voto.
Eu não entendi nada disso na época, fiquei apenas curioso e assustado com aquele pacotinho que minha mãe trouxe do hospital.
Curioso, um dia peguei ele no colo escondido e o deixei cair, ele chorou (e eu também) e fez um pequeno machucado no cílio, sangrou. Tomei uma surra daquelas.
Até hoje, lembrar disso me dá um gelado no corpo.
Não posso ser descuidado com um pacotinho tão valioso.
Tudo deu certo.
Ao longo do tempo a gente se afasta e se junta, igual as bordas de uma sanfona.
Quando se afasta abre espaço e quando se junta sai som.
Aquele episódio, toda vez que me lembro, me lembra de poder levar ele pela mão, pra escola, pra aula de música, pra casa, pros shows (ou era ele que me levava pro mundo?) e a cada lugar que vamos penso que minha missão é cuidar daquele pacotinho que minha mãe trouxe do hospital.
Somos uma alma só, dividida em dois corpos e é mágico te ver brilhar e sorrir.
Conte comigo sempre pacotinho.
Te amo e enquanto eu estiver nesse plano não te deixo cair nunca mais.
Feliz 34 anos.
Feliz vida toda.
Feliz (e cantando)
📸 andré carvalho