Restaurante Casa do Peixe

Restaurante Casa do Peixe Serve rodízio de peixes de água doce e frutos do mar. FUNCIONAMENTO:

ALMOÇO:
Terça à sábado a partir das 11:30

JANTA:
Segunta a sábado a partir das 19:30

Fundado em 1954 por Osvaldo de Oliveira e Irena Tasca de Oliveira, na cidade de Arroio do Meio, próximo ao rio Taquari, a Casa do Peixe é administrada desde 1994 pela segunda geração da família.

Prezados amigos e clientes, a partir de hoje, 19/12,  faremos uma breve pausa em nossas atividades, retornando na próxim...
19/12/2025

Prezados amigos e clientes, a partir de hoje, 19/12, faremos uma breve pausa em nossas atividades, retornando na próxima sexta-feira, dia 26.

Desejamos a todos um Natal repleto de paz, harmonia e felicidade!

01/03/2025
01/03/2025
No apagar das luzes de 2024, esperava o último por do sol deste ano para fotografar e falar sobre o que passamos e sobre...
01/03/2025

No apagar das luzes de 2024, esperava o último por do sol deste ano para fotografar e falar sobre o que passamos e sobre anseios e esperanças. Depois de dias seguidos de sol e calor e de uma tarde quente, como são as nosas tardes de dezembro, o tempo virou e me tirou do sério: não acreditava que depois de sobrevivermos a todos os desafios e provações; de lutarmos bravamente, na saidera do ano, me seria negado o prazer de um bom fim de tarde. A chuva veio mansa, mas constante, trazendo o cheiro te terra molhada que há muito não trazia prazer... Talvez tenha sido a primeira vez em meses que recebemos a chuva sem medo; chuva boa, daquelas que dão vontade de correr pra rua e lavar a alma... Quando olhei o pátio, percebi a injustiça da minha revolta: como buscando a reconciliação, a natureza mandou um dos arcos-iris mais bonitos intensos e que já vi que, por quase meia hora, abraçou a nossa casa e o vale. Por fim, como se não bastasse, o tempo se abriu na direção do crepúsculo e pude me despedir do último sol do ano... Tenho o péssimo hábito de ignorar o que tanto repito a mim mesmo: "as coisa são da forma que têm que ser e quando devem ser" e hoje, na hora certa, fomos presenteados pelo que a natureza tinha de mais lindo a nos oferecer.
É hora de fazer as pazes com a natureza e o nosso rio, lembrar do amor que temos por este chão e toda a felicidade que já nos proporcionou.
Que este arco-íris traga consigo prenúncio de dias melhores;
Que, mesmo sem deixar saudades, saibamos valorizar e preservar tudo o que tivemos de bom em 2024;
Que 2025 renove nossas esperanças e venha repleto de alegria e prosperidade
Que todos que chegaram conosco até aqui, continuem conosco ano que vem e nos próximos.
Obrigado a todos que agora fazem parte da nossa família e da nossa história.

Pico, Preta e Rodrigo

01/03/2025
Muitas palavras poderiam definir este ano que se encerra, mas nenhuma superaria "GRATIDÃO". Pode parecer estranho depois...
01/03/2025

Muitas palavras poderiam definir este ano que se encerra, mas nenhuma superaria "GRATIDÃO". Pode parecer estranho depois de tanta dor e perda, tanto trabalho e incerteza, ter gratidão por bandeira.. Poderia falar em força, resiliência, reconstrução... Todas representam muito bem nossa gente, não apenas em 2024, mas em todos os recomeços dos últimos anos. Não tem sido fácil ser gaúcho. Perdemos casas, pessoas, memórias e a vida vivida que não vai voltar a ser o que era. Em meio ao desalento de mais um retorno, nada fez tanta diferença como a solidariedade do povo. Pessoas que vieram de outras cidades, outros estados para trabalhar por desconhecidos pelo simples senso de humanidade; pessoas que não podendo fazer nada em suas casa que ainda estavam submersas, vieram fazer algo onde era possível; pessoas que da forma que puderam, mandaram apoio, doações, orações e boas energias; pessoas que mesmo à distância viveram nossa dor, choraram conosco e conosco comemoram cada nova conquista.
Gratidão pelo recomeço;
Gratidão aos que nos deram força e esperança para recomeçar;
Gratidão pelos novos amigos que levaremos para a vida;
Gratidão aos que se uniram pela nossa casa, por nossa bandeira e hoje são parte do venho sobrado e da família.
Lutar por esta terra não é mais questão de sangue e guerra. Lutar pelo Rio Grande é engolir o medo e seguir em frente. O amor por este chão sempre será maior que qualquer desafio.

01/03/2025
01/03/2025
01/03/2025
RETOMADANão sei quantas vezes e de quantas maneiras tentei iniciar este texto. Em grande parte delas, a ferida ainda abe...
01/03/2025

RETOMADA

Não sei quantas vezes e de quantas maneiras tentei iniciar este texto. Em grande parte delas, a ferida ainda aberta de tudo o que aconteceu vinha à tona trazendo dor e angústia. Estes sentimentos, porém, não são o propósito do dia de hoje, assim como me entregar a eles não era o propósito nas ocasiões que voltei a Arroio do Meio para encarar a realidade da destruição do que eu, minha família e tantos outros amigos tínhamos por vida e raiz. Diante do inacreditável, os versos de Luiz Menezes, um grande poeta gaúcho, rondavam meus pensamentos:
“Chorar é pra quem tem tempo
e o tempo pra o pobre é escasso
pra se lastimar atoa,
quando já não se tem remédio
nem a esperança num cobre”.
Nada aplaca a dor; o riso não traz felicidade ao que aconteceu, mas tampouco o choro ajuda a seguir em frente. Pisei novamente nesse lodo sabendo que, rindo ou chorando, o desafio que teria pela frente seria o mesmo. Achei mais saudável a primeira opção e guardei meu luto pra mim mesmo, sabendo muito bem por onde começar e partindo para o trabalho.
Defini a chegada como o marco zero; se não o, com certeza um dos piores dias da minha vida. Num primeiro momento parece algo horrível, mas, por outro lado, nos dá certo conforto de tratar tudo o que se segue como algo positivo. Cada pá de lodo era uma vitória, a expulsão de algo que não pertencia àquele lugar; o cansaço físico dava lugar à gana de lutar pela nossa casa, nossa família, nossa fortaleza!
A dinâmica da vida é engraçada e paradoxal: nas pequenas vitórias residia a felicidade. Em tempos de busca constante por uma vida ideal, seguindo de plano em plano, projeto em projeto, sempre com a cabeça no futuro e geralmente de maneira intangível, fomos puxados bruscamente para o presente. O passado ficou na memória e o futuro é incerto. Temos o agora que, mesmo permeado pelo caos, trouxe coisas boas para nos mostrar que todo dia é dia de viver. Devemos agradecer, mesmo que, diante da nossa própria dor e da dor alheia, não nos sintamos no direito de receber e comemorar as bênçãos recebidas.
A foto que escolhi para esta postagem traduz muito disso: a poesia, a resistência, o renascimento.
Dos momentos felizes a seu modo….
Mesmo destruída, nossa casa nunca perdeu sua alma acolhedora; mesmo após restar só a casca, foi lar e abrigo a todos que ali adentraram. Assim que o segundo andar foi limpo, mudei pra lá, do jeito que deu, sem água, sem algumas paredes, uma tomada apenas, mas em casa. Nesse período, surgiu, junto com bons amigos, a Milonga na Casa do Peixe. Se tornaram hábito os jantares na velha casa, que, em meio ao breu do bairro posto a baixo, irradiava luz e quebrava o silêncio da noite com boa música. Talvez sejam das milongas alguns dos céus mais lindos que já vi em nossa terra. Esta foto foi um dos primeiros registros da casa totalmente iluminada, cheia de vida, mesmo que vazia. Poderia ter dormido no meio do nada, olhando pra ela.
Hoje, 142 dias depois de fechar suas portas, o Casarão que se tornou símbolo de reconstrução, volta às atividades de braços abertos e com uma dívida de gratidão impagável a tantas pessoas que deixaram seus lares e vieram de outras cidades e mesmo de outros estados para trabalhar voluntariamente pelo próximo:
pessoas que dentro de suas condições e possibilidades, não mediram esforços para amenizar o sofrimento alheio;
pessoas que mobilizaram recursos e doações para as regiões atingidas;
pessoas que divulgaram incansavelmente a realidade do nosso Rio Grande, para que não caísse no esquecimento ao resto do país;
pessoas que por meio da arte captaram com sensibilidade o sentimento da nossa gente;
pessoas solidárias que mesmo em orações ou pequenos gestos, tentaram ao seu modo ajudar;
pessoas que se tornaram parte da casa, da família e agora também são parte dessa história;
pessoas sem as quais não teríamos condições de retomar.
Talvez seja este o propósito maior disso tudo: renovar a fé na humanidade e ver que a bondade sempre prevalece.
MUITO OBRIGADO!
E comemoremos, pois de onde eu venho, dia 20 é dia de Festa!
Em tempo: Atenderemos de terça a sábado ao meio dia, a partir de 11h30 e segunda a sábado, a partir das 19h00
Reservas pelo 51-37162693

Endereço

Arroio Do Meio, RS

Horário de Funcionamento

Terça-feira 11:30 - 14:00
19:30 - 23:00
Quarta-feira 11:30 - 14:00
19:30 - 23:00
Quinta-feira 11:30 - 14:00
19:30 - 23:00
Sexta-feira 11:30 - 14:00
19:30 - 23:00
Sábado 11:30 - 14:00
19:30 - 23:00

Telefone

+555137162693

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